Como este cronograma foi organizado
As atividades seguem os pacotes de trabalho da EAP da obra: projetos e aprovações, infraestrutura, estrutura e fechamento, instalações e entrega. Cada linha tem um responsável e uma duração em dias úteis. O termo de abertura e o recebimento da obra são marcos, com duração zero.
Três escolhas merecem atenção:
- O alvará é uma atividade com duraçãoA análise da prefeitura leva semanas e ninguém da obra controla esse prazo. Tratá-lo como marco instantâneo esconde o tempo de espera e faz a terraplenagem parecer que pode começar antes.
- A estrutura metálica foi dividida em fabricação e montagemA fabricação começa logo depois da contratação, em paralelo com o alvará, a terraplenagem e as fundações. A montagem só começa quando as duas coisas estão prontas: as fundações e a estrutura fabricada.
- A vistoria dos Bombeiros vem antes do habite-seEla depende das instalações e do sistema de combate a incêndio, e o habite-se depende dela. Deixar essa sequência explícita evita a surpresa de uma obra pronta que não pode ser entregue.
O caminho crítico desta obra
A obra leva 202 dias úteis, pouco mais de 40 semanas. O caminho crítico, a sequência de atividades sem nenhuma folga, é este: ajuste dos projetos e protocolo (10 dias), análise da prefeitura e alvará (22), terraplenagem (20), fundações (35), montagem da estrutura metálica (25), cobertura (20), instalações elétricas e hidráulicas (35), vistoria dos Bombeiros (15) e vistoria final com habite-se (20). Somadas, dão os 202 dias.
Qualquer dia de atraso numa dessas atividades atrasa a entrega do galpão no mesmo dia. É por isso que a chuva na terraplenagem, um risco da matriz de riscos desta obra, merece um plano de ação próprio.
As outras atividades têm folga:
- Contratação das empreiteiras2 dias. É pouca: se ela atrasar mais que isso, a terraplenagem espera.
- Fabricação da estrutura metálica12 dias. Parece confortável, mas o risco de atraso do fornecedor está na matriz de riscos, e 12 dias úteis somem rápido numa fábrica com fila.
- Fechamento lateral e sistema de combate a incêndio5 dias cada.
- Piso industrial e docas10 dias, compartilhados. Se o piso consumir a folga, as docas ficam sem nenhuma.
Repare que a folga de atividades em sequência é compartilhada. Piso e docas não têm 10 dias cada; têm 10 dias juntos.
Como adaptar para a sua obra
- Parta da EAP. Cada pacote de trabalho vira uma ou mais atividades. A ferramenta de cronograma importa as folhas da EAP.
- Informe a data de início. A ferramenta calcula as datas, pulando fins de semana e feriados, e desenha o gráfico de Gantt com o caminho crítico destacado.
- Separe fabricação e montagem de tudo que for encomendado: estrutura, esquadrias, elevadores, subestação.
- Revise as durações com as empreiteiras. Quem executa sabe quanto tempo leva, e o compromisso fica mais forte quando a empreiteira ajudou a definir o prazo.
Perguntas frequentes
O caminho crítico da obra muda durante a execução?
Muda. Se uma atividade com folga atrasar mais que a folga, ela passa a ser crítica. Atualize o cronograma nas medições mensais e confira o caminho crítico de novo.
Por que usar dias úteis e não dias corridos?
Porque a maior parte do trabalho no canteiro acontece em dias úteis. Se a sua obra trabalha aos sábados, considere isso nas durações.
Posso levar este cronograma para o MS Project?
Pode. A ferramenta exporta o arquivo XML que o MS Project abre, com as durações, as predecessoras e os feriados.