Scrum e agilidade · Iniciante · 5 min
Backlog em Chamas
Ordene o backlog como Product Owner e monte com o time uma sprint que cabe na capacidade e entrega valor.
- Scrum e agilidade
- Iniciante
- 5 min
- Sozinho · Com a equipe · Em sala de aula
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Revanche: a situação em que você errou da última vez
Você tem uma partida em andamento neste navegador.
Partida do desafio: mesmo modo e mesma sorte do colega.
Você está jogando de novo com uma decisão diferente: mesma sorte da partida original.
Quebra-cabeça do dia: a mesma rede para todo mundo hoje
| Atividade | Duração (dias) | Depende de | Crítica? |
|---|---|---|---|
Passou do orçamento.
Falta um item obrigatório.
Sala resolvida!
As tentativas desta sala acabaram.
Partida concluída
Nova melhor marca neste navegador.
Partida fora do ranking (sem relógio ou refeita).
O que mudou com a decisão diferente
| Indicador | Partida original | Com a decisão diferente |
|---|---|---|
| Pontos |
-
1 Viver: o que aconteceu
Entregas por rodada
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2 Refletir
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3 Entender
-
4 Aplicar no seu projeto
Raciocínio do especialista
O tempo acabou e a decisão foi tomada por omissão.
(sua escolha)
O que você aprendeu nesta partida
Calibração: saber o que se sabe
Próximo passo
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O que você vai aprender
- Ordenar o backlog pelo valor do conjunto, e não pelo maior item isolado
- Incluir primeiro o que é obrigatório, como uma exigência da LGPD
- Reconhecer dependências e itens habilitadores de pouco valor próprio
- Separar o papel do Product Owner, que ordena, do papel dos Developers, que dizem quanto cabe
Como funciona
Veja as treze histórias do aplicativo da Casa Aurora, com pontos, valor, dependências e o item obrigatório.
Como Product Owner, marque com o time o que cabe nos pontos previstos e diga qual critério guiou você.
Compare com a melhor combinação para este modelo de pontuação e veja o que ela trocou em relação à sua.
Vai usar em aula ou com a equipe?
O kit do facilitador tem roteiro de 30 e 60 minutos, perguntas de debate, material para imprimir e modo apresentação.
Sobre scrum e agilidade
Todo backlog pega fogo perto de uma data importante. Chegam pedidos da diretoria, defeitos que os clientes reclamam, uma exigência legal e aquela ideia vistosa que alguém viu num concorrente. Tudo parece urgente, e a capacidade do time continua a mesma. O Backlog em Chamas coloca você nessa situação por cinco minutos e treina a pergunta que mais importa numa Sprint Planning: o que entra nesta sprint, e por quê?
No jogo, você cobre as férias de Juliana Costa como Product Owner do aplicativo da Casa Aurora, a rede fictícia de casa e decoração do universo da Projeto Diário. Faltam seis semanas para a Black Friday, e o congelamento de mudanças nos sistemas começa em 1º de novembro. O backlog tem treze itens, escritos como histórias de usuário, cada um com uma estimativa em pontos feita pelos Developers e uma nota de valor para o negócio. Os Developers preveem que cabem 21 pontos na próxima sprint. Sua tarefa é ordenar o backlog e, junto com o time, marcar o que entra, em torno de uma meta que faça sentido.
Duas restrições deixam o quebra-cabeça mais parecido com a vida real. A primeira é uma exigência da LGPD: Lúcia Ferraz, a encarregada de dados, avisou que o aplicativo precisa registrar o consentimento para notificações, e esse item entra de qualquer jeito. A segunda são as dependências: o cupom da Black Friday no carrinho só funciona se o cadastro de regras de cupom existir antes, e o aviso de queda de preço depende do consentimento. Um item pode valer pouco sozinho e ser a condição para outro de muito valor.
Quando você fecha a sprint, o jogo compara a sua escolha com a melhor combinação para este modelo de pontuação: a soma das notas de valor dentro da capacidade, respeitando o obrigatório e as dependências. Não é a resposta certa para qualquer produto, porque num time real entram também riscos, aprendizado e a coerência com a meta. Por isso, além de escolher, você diz qual critério guiou a sua decisão, e o resultado comenta esse critério.
O erro mais comum que o jogo mostra é pegar os itens de maior valor, um a um, até a capacidade acabar. Quem faz isso costuma começar pelo item mais vistoso, que ocupa mais da metade da sprint, e deixa de fora vários itens menores que, juntos, valem mais. O segundo erro é esquecer o item habilitador, que tem pouco valor próprio, mas destrava o de maior retorno. O terceiro é tratar a capacidade como meta a ser batida, colocando mais pontos do que o time previu.
Vale separar os papéis, porque essa é uma confusão frequente. No Scrum, quem responde pela ordem do backlog do produto é o Product Owner. Na Sprint Planning, porém, são os Developers que avaliam quanto trabalho cabe, e o time inteiro combina a meta da sprint. Ou seja: você propõe a ordem e explica o valor; o time decide quanto consegue fazer. Histórias de usuário, pontos e notas de valor são práticas úteis e comuns, mas opcionais; o Scrum não exige nenhuma delas.
O jogo tem três modos. No Aprendiz, você recebe uma dica e pode tentar até três vezes, sem relógio. No Profissional, tem uma tentativa e três minutos. No Executivo, Rafael precisa sair dois dias para resolver um problema em produção, a capacidade cai para 17 pontos, a melhor combinação muda e o relógio fica em dois minutos, com a opção de jogar sem relógio fora do ranking.
Depois da partida, leve o raciocínio para o seu time. A Matriz GUT, ferramenta gratuita da Projeto Diário, ajuda a comparar defeitos e riscos pela gravidade, pela urgência e pela tendência. E o kit do facilitador transforma o jogo numa dinâmica de 30 ou 60 minutos para equipes e turmas.
Perguntas frequentes
Quem escolhe o que entra na sprint: o Product Owner ou o time?
Os dois, com papéis diferentes. O Product Owner responde pela ordem do backlog e explica o valor de cada item. Na Sprint Planning, os Developers avaliam quanto cabe na sprint, e o time inteiro combina a meta da sprint.
Por que não começar pelos itens de maior valor?
Porque o que conta é o valor do conjunto que cabe na capacidade. Um item grande pode ocupar quase toda a sprint e deixar de fora vários menores que, juntos, valem mais. Itens habilitadores, de pouco valor próprio, também podem destravar outros de muito valor.
História de usuário é obrigatória no Scrum?
Não. História de usuário, pontos de estimativa e notas de valor são práticas comuns e úteis, mas o Scrum não exige nenhuma delas. O importante é que o backlog seja claro, ordenado e entendido pelo time.
A melhor combinação do jogo é a resposta certa?
Ela é ótima para este modelo de pontuação, que soma notas de valor dentro da capacidade. Num produto real, riscos, aprendizado e a coerência com a meta da sprint também pesam na decisão.
Posso usar o jogo com a minha equipe ou turma?
Sim. O Backlog em Chamas tem kit do facilitador com roteiros de 30 e 60 minutos, cartas das treze histórias para imprimir e perguntas de debate com respostas comentadas.