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Episódio 5 · Riscos · Intermediário · 10 min

O Projeto que Pode Dar Errado

Responda a ameaças e oportunidades pagando o custo certo, antes que o risco vire problema.

  • Riscos
  • Intermediário
  • 10 min
  • Sozinho · Com a equipe · Em sala de aula

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IndicadorPartida originalCom a decisão diferente
Pontos
  1. 1 Viver: o que aconteceu

    Entregas por rodada

  2. 2 Refletir

  3. 3 Entender

    Ver no glossário

  4. 4 Aplicar no seu projeto

Raciocínio do especialista

O que você aprendeu nesta partida

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O que você vai aprender

  • Escolher entre escalar, prevenir, transferir, mitigar e aceitar uma ameaça, pelo custo e pelo efeito de cada resposta
  • Responder a oportunidades: explorar, compartilhar, melhorar, aceitar ou escalar
  • Usar o valor monetário esperado para dimensionar a reserva e a resposta
  • Reconhecer riscos residuais e secundários, que continuam ou nascem depois da resposta

Como funciona

  1. A cada rodada surge um risco do lançamento da Entrega Aurora em 3 horas, com chance e impacto estimados.

  2. Você escolhe a resposta e, nas decisões principais, o motivo. Cada resposta custa prazo, reserva, valor ou confiança.

  3. No fim, você vê quais riscos se materializaram, o raciocínio de cada opção e pode jogar de novo mudando uma decisão.

Vai usar em aula ou com a equipe?

O kit do facilitador tem roteiro de 30 e 60 minutos, perguntas de debate, material para imprimir e modo apresentação.

Ver o kit do facilitador

Sobre riscos

O Projeto que Pode Dar Errado é um jogo de decisão sobre gestão de riscos em projetos. Você assume o lançamento da Entrega Aurora em 3 horas, o serviço de entrega no mesmo dia da Casa Aurora, uma rede fictícia de casa e decoração com sede em Campinas. O lançamento precisa sair antes do congelamento de sistemas de 1º de novembro, a tempo da Black Friday. A cada rodada surge um risco novo: uma transportadora que não entrega a integração, dados pessoais expostos na tela do entregador, uma previsão de chuva forte, uma decisão que não cabe na sua alçada. E, no meio das ameaças, uma oportunidade que pode encurtar o cronograma.

Para cada ameaça, você escolhe uma resposta: escalar para quem tem autoridade, prevenir (evitar) mudando o plano, transferir a consequência para terceiros, mitigar reduzindo a chance ou o impacto, ou aceitar, de forma ativa, com reserva e gatilho, ou passiva. Para a oportunidade, a lógica se inverte: você pode explorar, compartilhar, melhorar, aceitar ou escalar. Nenhuma resposta é de graça. Cada uma custa prazo, reserva de contingência, valor para o cliente ou confiança da patrocinadora, e o jogo mostra esse custo na hora.

O que torna o jogo diferente é o tempo. Algumas escolhas parecem ótimas no momento e cobram duas ou três rodadas depois, quando o risco se materializa. Uma multa no contrato agrada a patrocinadora, mas não traz a integração que falta. Desligar testes recupera o prazo, mas cria um risco secundário que aparece justo no congelamento. No fim, você vê a cadeia de causa e efeito de cada decisão, o raciocínio do especialista para todas as opções e a rodada em que vale a pena pensar de novo, com a opção de jogar outra vez mudando só aquela decisão.

O jogo também treina o cálculo que sustenta boas respostas: o valor monetário esperado, que é a probabilidade multiplicada pelo impacto. Com ele, você compara o custo de cada resposta com o tamanho do risco e evita os dois extremos, gastar pouco demais e ficar exposto, ou gastar a reserva inteira num risco pequeno e deixar os outros sem cobertura. Nas decisões principais, além da resposta, você escolhe a justificativa, porque o que se treina aqui é o julgamento, e não a memorização de nomes de estratégias.

Há três modos. No Aprendiz, você recebe dicas, vê a avaliação logo depois de cada decisão principal e é avisado quando um efeito atrasado está chegando. No Profissional, as dicas somem, imprevistos sorteados consomem reserva e prazo, e a avaliação vem só no fim. No Executivo, os efeitos pesam mais, há uma rodada extra com um pedido de ampliação perto do congelamento e um indicador de exposição a riscos, e cada decisão tem 40 segundos, com a opção de jogar sem relógio fora do ranking.

O jogo serve para quem gerencia projetos, analistas de risco, estudantes e turmas. Professores e facilitadores encontram um kit com roteiros de 30 e 60 minutos, cartas de risco para imprimir, perguntas de debate com respostas comentadas e a sugestão de continuar a conversa num mapa de riscos no QuadroVisual. Depois da partida, a matriz de riscos gratuita ajuda a levar o raciocínio para o seu projeto real.

Perguntas frequentes

Transferir um risco é o mesmo que eliminá-lo?

Não. Transferir passa a consequência, quase sempre financeira, para outra parte, como uma seguradora ou um fornecedor com multa em contrato. O evento ainda pode acontecer e ainda pode atrasar o seu projeto. Por isso a transferência funciona melhor quando o impacto é sobretudo financeiro.

Aceitar um risco significa não fazer nada?

Nem sempre. A aceitação passiva é seguir em frente e lidar com o que vier. A aceitação ativa separa uma reserva, combina um gatilho e prepara um plano para quando o risco acontecer. As duas são legítimas; a ativa costuma ser a escolha certa quando o impacto não é pequeno.

Como o jogo usa o valor monetário esperado?

Numa das rodadas você recebe a probabilidade e o impacto de um risco e o valor esperado já calculado. Ele serve para comparar respostas: pagar muito mais do que o risco vale consome a reserva que protege os outros riscos, e pagar muito menos deixa o projeto exposto.

Oportunidade também é risco?

Sim. Risco é incerteza que pode afetar os objetivos, para o bem ou para o mal. Uma oportunidade pede respostas próprias, como melhorar a chance de ela acontecer, explorar para garantir o ganho ou compartilhar com quem pode capturá-lo melhor.

Posso usar o jogo em aula ou com a minha equipe?

Pode. O kit do facilitador traz roteiros de 30 e 60 minutos, cartas de risco para imprimir, perguntas de debate por rodada e o modo apresentação para projetar o jogo para a turma, sem pontuação individual.