Episódio 2 · Liderança e conflitos · Iniciante · 4 min
Líder em 5 Decisões
Treine cinco conversas difíceis de liderança e veja o efeito de cada escolha na confiança, na entrega e no clima.
- Liderança e conflitos
- Iniciante
- 4 min
- Sozinho
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O que mudou com a decisão diferente
| Indicador | Partida original | Com a decisão diferente |
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| Pontos |
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1 Viver: o que aconteceu
Entregas por rodada
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2 Refletir
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3 Entender
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4 Aplicar no seu projeto
Raciocínio do especialista
O tempo acabou e a decisão foi tomada por omissão.
(sua escolha)
O que você aprendeu nesta partida
Calibração: saber o que se sabe
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O que você vai aprender
- Adaptar a forma de liderar à experiência e ao engajamento de cada pessoa na tarefa
- Dar feedback específico, em particular e terminando num combinado
- Tratar um conflito recorrente com as duas partes, focando no problema
- Reconhecer conquistas de forma específica e aprender com elas
Como funciona
Cinco situações de liderança chegam uma de cada vez: feedback, desmotivação, conflito, prazo e conquista.
Em cada uma você escolhe o que fazer e por que escolheu.
No fim, veja o efeito na confiança, na entrega e no clima, e o raciocínio de cada opção.
Sobre liderança e conflitos
Liderar uma equipe de projeto é tomar, todos os dias, pequenas decisões sobre pessoas. Dar um feedback agora ou esperar? Acompanhar de perto ou dar espaço? Entrar num conflito ou deixar que os envolvidos se entendam? Nenhuma dessas perguntas tem uma resposta que sirva para todas as situações, e é exatamente por isso que elas são difíceis. O Líder em 5 Decisões coloca você diante de cinco conversas comuns na vida de quem lidera e mostra, em quatro minutos, o efeito de cada escolha.
Você é gerente de projetos da Casa Aurora, a empresa fictícia do universo da Projeto Diário, e passa por cinco momentos: um feedback para o desenvolvedor mais produtivo do time, uma líder técnica que perdeu o ânimo, um conflito entre duas áreas que se repete há semanas, um analista novo diante de uma tarefa crítica e, por fim, uma conquista que precisa ser reconhecida. Cada decisão mexe em três indicadores: a confiança da equipe em você, a entrega do projeto e o clima do time.
A ideia central do jogo é uma das mais úteis da liderança: não existe um estilo certo para todo mundo. O que funciona depende de quanto a pessoa domina aquela tarefa específica e de quanto ela está engajada com ela. Quem está começando e está animado precisa de direção clara, passos definidos e acompanhamento frequente. Quem sabe fazer, mas perdeu o ânimo, precisa ser ouvido e envolvido nas decisões, não receber mais instruções. Quem domina a tarefa e está comprometido rende mais com autonomia. Essa adaptação costuma ser chamada de liderança situacional, e o mesmo profissional pode precisar de estilos diferentes em tarefas diferentes, na mesma semana.
Os erros mais comuns vêm de usar sempre o mesmo estilo. Dar autonomia total para quem nunca fez aquela tarefa parece um gesto de confiança, mas deixa a pessoa sozinha com o que ela ainda não sabe que não sabe. Controlar de perto quem é experiente parece zelo, mas soa como desconfiança e apaga a iniciativa. Evitar a conversa difícil com alguém muito produtivo parece proteger o time, mas ensina ao time que as regras não valem igual para todos. No jogo, várias dessas escolhas parecem boas na hora e cobram depois, como acontece na vida real.
Outras ideias práticas aparecem ao longo da partida. Feedback funciona melhor em particular, perto do fato, descrevendo o comportamento e o impacto, sem rótulos sobre a pessoa, e terminando num combinado. Conflitos que se repetem pedem uma conversa com as duas partes, focada no problema e num acordo que as duas sustentem. Reconhecimento é mais forte quando é específico: dizer o que cada pessoa fez tem mais valor do que um elogio genérico ao grupo.
Nas decisões principais, você também escolhe por que decidiu. Assim o jogo separa quem acertou pelo motivo certo de quem acertou por acaso, e mostra o raciocínio por trás de cada opção. No fim, a tela de resultado mostra a cadeia de causa e efeito das suas escolhas e permite jogar de novo mudando só uma decisão, para ver o que teria acontecido.
Para levar o aprendizado ao trabalho, escolha uma pessoa da sua equipe e uma tarefa importante dela. Pergunte a si mesmo: ela já domina essa tarefa? Está engajada com ela? A partir das respostas, decida quanto de orientação e quanto de apoio vai oferecer nas próximas duas semanas e registre isso no seu plano de desenvolvimento. Repita com outras pessoas e perceba como o mesmo líder precisa de mais de um jeito de liderar.
O jogo tem três modos. No Aprendiz há dicas e um alerta antes de cada efeito atrasado. No Profissional as dicas somem e surgem imprevistos. No Executivo há relógio, efeitos mais fortes e um quarto indicador, a sua agenda, porque o tempo do líder também é um recurso limitado.
Perguntas frequentes
O que é liderança situacional?
É a ideia de que o líder adapta a forma de conduzir cada pessoa conforme o quanto ela domina a tarefa e o quanto está engajada com ela. Quem está começando precisa de mais direção; quem domina e está comprometido rende mais com autonomia.
Existe um estilo de liderança certo?
Não existe um estilo que funcione para todas as pessoas e tarefas. O mesmo profissional pode precisar de orientação próxima numa tarefa nova e de autonomia numa tarefa que já domina.
Como dar um feedback difícil para alguém muito competente?
Em particular, perto do fato, descrevendo o comportamento e o impacto, perguntando o que aconteceu e terminando num combinado. Competência não dispensa feedback; ela muda o tom da conversa, que pode ser mais de parceria.
Quanto tempo leva o jogo?
Cerca de quatro minutos. São cinco decisões, com a possibilidade de jogar de novo mudando uma delas para comparar o resultado.