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Calculadora de business case: VPL, TIR e payback

Informe o investimento, a taxa mínima de atratividade e o fluxo de caixa esperado e veja na hora o VPL, a TIR, o payback simples e descontado e o ROI do projeto, com a leitura de cada número. Baixe a planilha com fórmulas para levar à reunião de aprovação.

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Business case

Tudo o que sai antes do projeto começar a dar resultado.

O retorno mínimo que a empresa exige. Pergunte à área financeira; na dúvida, use o custo de captação.

PeríodoBenefícios (R$)Custos (R$)LíquidoAções

Benefícios: receitas novas ou economias que o projeto gera. Custos: o que ele consome depois de pronto (manutenção, licenças, equipe). Até 10 anos ou 36 meses.

Resultado

Informe o investimento, a taxa e ao menos um período, ou use "Preencher com exemplo".

VPL
TIR
Payback simples
Payback descontado
ROI sem desconto
Índice de lucratividade
acima de 1 cria valor

.

Fluxo por período

PeríodoLíquidoDescontadoAcumulado descontado
Todos os modelosOs documentos em branco para baixar Enviar para meu gestorUm e-mail pronto com o link da ferramenta Apagar tudo?

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Priorização e portfólio para a equipe

Projetos que não se pagam chegando à aprovação indicam que falta um critério comum de priorização.

Quando cada área calcula retorno de um jeito, a priorização vira disputa. Um critério comum de business case organiza o portfólio.

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O que é um business case

O business case é o documento que responde a uma pergunta simples antes de o projeto começar: vale a pena investir nele? Ele reúne o problema ou a oportunidade, as alternativas consideradas, os custos, os benefícios esperados, os riscos e a recomendação. A parte financeira, que esta calculadora cobre, traduz tudo isso em números comparáveis entre projetos.

No PMBOK, o business case aparece como um documento de negócio que antecede o termo de abertura: é com base nele que o patrocinador autoriza o projeto. Por isso, um termo de abertura bem escrito costuma citar o business case na justificativa.

Os indicadores e o que cada um diz

Indicador O que mede Como ler
VPL (valor presente líquido) Quanto o projeto gera, em dinheiro de hoje, depois de pagar o investimento e remunerar a taxa mínima Positivo: cria valor. Negativo: destrói valor à taxa informada
TIR (taxa interna de retorno) A taxa que zera o VPL Acima da taxa mínima: o projeto rende mais do que o exigido
Payback simples Em quanto tempo o fluxo acumulado cobre o investimento Quanto menor, menor a exposição
Payback descontado O mesmo, com o dinheiro corrigido pela taxa mínima Sempre maior que o simples
ROI sem desconto Ganho total dividido pelo investimento Bom para comunicar, fraco para decidir sozinho
Índice de lucratividade Valor presente dos resultados dividido pelo investimento Acima de 1, cria valor. Útil para comparar projetos de tamanhos diferentes

Por que o VPL é o indicador principal

O VPL considera o valor do dinheiro no tempo e o tamanho do projeto. Um real recebido daqui a três anos vale menos do que um real hoje, porque poderia estar rendendo. A taxa mínima de atratividade (TMA) representa esse custo de oportunidade: é o retorno que a empresa conseguiria em outro uso do dinheiro, ou o custo para captá-lo.

A TIR é intuitiva, mas tem limites. Ela não diz o tamanho do ganho, pode não existir quando o fluxo troca de sinal mais de uma vez e pode favorecer projetos pequenos com taxa alta sobre projetos grandes que geram mais valor. Quando TIR e VPL apontarem para lados diferentes na comparação entre dois projetos, prefira o VPL.

O payback responde a outra pergunta: quanto tempo o dinheiro fica exposto. Ele ignora tudo o que acontece depois do ponto de retorno, então nunca deve ser o único critério. É útil quando a empresa tem pouco caixa ou quando o ambiente muda rápido.

Como montar o fluxo de caixa

  1. Investimento inicial. Tudo o que sai antes de o projeto começar a dar resultado: equipamentos, licenças, consultoria, horas da equipe interna, treinamento.
  2. Horizonte. Use a vida útil da solução ou o prazo que a empresa costuma considerar, em geral de três a cinco anos. Horizontes longos demais inflam o resultado com benefícios incertos.
  3. Benefícios por período. Receitas novas, economia de custos, multas evitadas, horas liberadas. Conte só o que muda por causa do projeto e comece devagar: poucos projetos entregam todo o benefício no primeiro ano.
  4. Custos por período. O que o projeto consome depois de pronto: manutenção, assinaturas, suporte, equipe dedicada.
  5. Taxa mínima de atratividade. Pergunte à área financeira. Na falta dela, use o custo de captação da empresa ou uma taxa de referência acrescida de um prêmio pelo risco.

A calculadora trabalha por ano ou por mês. No modo mensal, a taxa anual é convertida para a taxa equivalente ao mês, e a TIR é mostrada ao ano para facilitar a comparação.

Premissas e sensibilidade

Todo business case é uma coleção de premissas. Registre de onde veio cada número e teste o que acontece se os benefícios vierem 20% menores ou se o prazo para o benefício aparecer dobrar. Se o projeto só se paga no cenário otimista, a decisão é mais arriscada do que parece.

Exemplo resolvido

Uma empresa avalia automatizar o atendimento. O investimento é de R$ 180.000,00, a taxa mínima é de 12% ao ano e o horizonte é de cinco anos. No primeiro ano, com a implantação, o benefício é menor.

O VPL fica positivo, perto de R$ 39,6 mil, e a TIR, perto de 19,6% ao ano, acima da taxa mínima. O payback simples fica em cerca de 3,1 anos e o descontado, em cerca de 4 anos. A leitura: o projeto cria valor, mas o dinheiro fica exposto por boa parte do horizonte. Se o ganho cheio atrasar um ano (o segundo ano repetindo o primeiro), o VPL cai para perto de R$ 5,8 mil e o payback descontado vai para quase cinco anos. O projeto ainda se paga, mas sem folga: é essa premissa que merece discussão antes da aprovação.

Use "Preencher com exemplo" para ver as contas completas e o fluxo descontado período a período.

Ano Benefícios Custos Líquido
1 R$ 45.000,00 R$ 15.000,00 R$ 30.000,00
2 R$ 80.000,00 R$ 12.000,00 R$ 68.000,00
3 R$ 85.000,00 R$ 12.000,00 R$ 73.000,00
4 R$ 85.000,00 R$ 12.000,00 R$ 73.000,00
5 R$ 85.000,00 R$ 14.000,00 R$ 71.000,00

Erros comuns

  • Contar benefício que não depende do projetoSe a receita cresceria de qualquer forma, ela não entra no business case.
  • Esquecer custos recorrentesLicenças, manutenção e suporte aparecem todo ano e mudam o resultado.
  • Benefício cheio desde o primeiro mêsImplantação, curva de aprendizado e adoção levam tempo. Considere um crescimento gradual do benefício.
  • Decidir só pelo paybackEle ignora o que acontece depois do retorno e pode descartar o projeto que mais gera valor.
  • Taxa mínima inventadaUma taxa baixa demais faz qualquer projeto parecer bom. Use a da área financeira.
  • Não registrar as premissasSem elas, ninguém consegue revisar o business case quando o cenário mudar.

Como levar isso para a equipe inteira

Quando cada área calcula o retorno de um jeito, a priorização do portfólio vira disputa de argumentos. Uma área usa payback, outra usa ROI sem desconto, uma terceira esquece os custos recorrentes, e a diretoria compara números que não são comparáveis.

O caminho é padronizar: um modelo único de business case, com a mesma taxa mínima, o mesmo horizonte de referência e os mesmos indicadores para todos os projetos. O escritório de projetos (PMO) costuma ser o dono desse padrão e quem apoia as áreas no preenchimento. Com ele, os projetos passam a disputar recursos pelo valor que geram, e não pela habilidade de quem apresenta.

O erro mais comum na adoção é criar o modelo e não revisar os business cases depois da entrega. Comparar o benefício previsto com o realizado é o que torna as próximas estimativas mais honestas.

A Projeto Diário oferece treinamento para equipes em implantação de PMO e gestão de portfólio, com exercícios sobre os projetos reais da sua empresa.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre VPL e TIR?

O VPL mostra quanto valor o projeto gera em dinheiro de hoje, já descontada a taxa mínima. A TIR mostra a taxa de retorno do projeto. Para decidir entre projetos, prefira o VPL; para comunicar, a TIR costuma ser mais intuitiva.

Que taxa mínima de atratividade devo usar?

A que a área financeira da empresa usa para avaliar investimentos. Na falta dela, use o custo de captação da empresa ou uma taxa de referência do mercado acrescida de um prêmio pelo risco do projeto.

Por que a TIR aparece como "não calculável"?

A TIR só existe quando o fluxo tem ao menos um período negativo e um positivo, e quando há uma taxa que zera o VPL. Se todos os resultados forem negativos, não há retorno a calcular.

Posso usar a calculadora para projetos sem receita?

Sim. Use como benefício a economia que o projeto gera: horas liberadas, multas evitadas, retrabalho que deixa de acontecer. Projetos obrigatórios, por lei ou norma, podem ser aprovados mesmo com VPL negativo; nesse caso, o business case serve para escolher a alternativa mais barata.

O que é payback descontado?

É o tempo para recuperar o investimento considerando o valor do dinheiro no tempo. Cada resultado futuro é trazido a valor presente pela taxa mínima antes de ser somado.

Os dados ficam salvos onde?

Apenas no seu navegador. A Projeto Diário não recebe nem armazena os valores que você digita. Exporte para Excel antes de trocar de computador.

Vocês oferecem treinamento sobre business case e portfólio para equipes?

Sim. O treinamento In Company de implantação de PMO inclui critérios de priorização e o modelo de business case do portfólio. Solicite uma proposta.

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