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Pensamento
“O trabalho em equipe é um malabarismo constante entre o interesse próprio e o interesse do grupo.” Susan Campbell |
| Gerente de Projetos e Gerente de Ferramentas |
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| Escrito por Carlos Fabiano Lourenço Rodrigues |
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Há uma questão que gostaria de levantar. Talvez, o termo nem exista, ou caso exista tenha uma outra conotação, é o “Gerente de Ferramentas”. O que observo que vem acontecendo constantemente é o fato de pessoas que dominam ferramentas de gerenciamento de projetos, como MS-project, Primavera, Crystalball e etc. Estão cada vez mais se denominando (ou sendo denominadas) como coordenadores de projeto, Gerentes de projeto, ou qualquer outra coisa do tipo, já que o nome depende muito da estrutura da empresa. Eu, particularmente chamaria essas pessoas de “Gerente de Ferramentas”. Seguindo essa linha linha de raciocínio, o que diferencia o Gerente de Projetos (GP) do Gerente de Ferramentas (GF)? Pensemos juntos: Quais são as principais competências que um GP deve ter? Pra mim são, acima de tudo, a capacidade analítica, a visão sistêmica do projeto, a capacidade de tomar decisões rápidas (e certas), e avaliar o impacto que elas terão no futuro, a capacidade de negociar e influenciar pessoas. Estou partindo da premissa que “GF” são pessoas que dominam APENAS ferramentas( há, sem dúvidas ”GP’s” que dominam ferramentas, mas não é esse caso.), portanto, se são apenas “usuários” avançados de softwares, podem eles analisar o projeto como um todo? Saber que um projeto não é composto pela soma aritimética de suas atividades, mas sim que existem muitas outras variáveis implícitas? Conseguem negociar recursos, ou responder a questionamentos cruciais sem muito tempo para decidir, e assumir ou argumentar sobre o que sua decisão pode causar? Podem negociar recursos, influenciar pessoas? Talvez, algumas características eles tenham, mas, Que software pensa assim? Que programa tem essas competências? Muitas pessoas dizem que “programas são burros”, eu discordo disso. Para mim, programas são extremamente obedientes! Eles fazem, na maioria das vezes precisamente o que foram programados pra fazer. O ”GP” não precisa ser especialista em ferramentas, claro que quanto mais souber, melhor. Mas conhecer programas não é uma das competências essenciais do ”GP”, é apenas um valor agregado. Um “GP” pode ser um excelente “GF”, mas a recíproca não é verdadeira, pois no segundo, falta a essência! O “GP” precisa entender de pessoas, de projetos e de incertezas! Uma equação extremamente complexa e até hoje sem solução matemática. Como software é matemática, nenhum deles resolve essa equação! Avalie este post |
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